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	<title>Blog do Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades</title>
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		<title>Blog do Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 13:01:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[AS MULHERES DE SUAS VIDAS (notas sobre o feminino nos filmes da competição nacional) Seis dos sete curtas exibidos na terceira sessão da Mostra Competitiva Nacional do Festival Primeiro Plano 2009 tinham na mulher sua figura principal. Curioso também perceber, com os debates do dia posterior à exibição, a relação dos diretores com seus filmes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=100&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>AS MULHERES DE SUAS VIDAS (</strong><strong>notas sobre o feminino nos filmes da competição nacional)</strong></p>
<p>Seis dos sete curtas exibidos na terceira sessão da Mostra Competitiva Nacional do Festival Primeiro Plano 2009 tinham na mulher sua figura principal. Curioso também perceber, com os debates do dia posterior à exibição, a relação dos diretores com seus filmes e suas impressões em relação ao universo feminino. Com exceção de <em>3.33</em>, de Sabrina Greve – um filme denso, que transcreve as sensações de uma mulher que sofre de distúrbio bipolar –, as diretoras mostraram um lado mais leve, alegre, romântico e até ingênuo da mulher. Os homens, por sua vez, trataram da solidão, mostrando formas diferentes de preencher (ou não) o vazio dentro de suas mulheres-protagonistas.</p>
<p>Assim foi com <em>Os últimos momentos para você ser o que eu quiser</em>, de Lígia Gabarra, e <em>Ana Beatriz</em>, de Clarissa Cardoso. O primeiro fala de uma adolescente que, enquanto espera o garoto por quem está apaixonada chegar até ela, fantasia os motivos que o fizeram não telefonar para ela no fim de semana. Entre idéias positivas e negativas, a garota imagina até situações absurdas (como a possibilidade de seu amado ser super-herói), mostrando toda a sua ingenuidade adolescente. No segundo, apesar da narrativa falar do dia Paulo, as imagens mostram Ana Beatriz até o momento em que eles se conhecem numa loja do <em>shopping</em> e começam a namorar. Produzido com fotografias em<em> stop motion</em> e tão colorido quanto o <em>Os últimos momentos&#8230;</em>, o curta mostra na protagonista uma mulher moderna, segura, mas não menos romântica, em uma história de amor ao estilo “Eduardo e Mônica”.</p>
<p>As mesmas cores e leveza não estão presentes nas outras três narrativas exibidas. Em <em>Parasara</em>, Igor Moura demonstra as impressões de Sara quanto ao mundo que a cerca, após a morte dos pais. A opção pela técnica da rotoscopia (onde se usa como base as imagens filmadas de modelos vivos) dá à animação um tom de sonho, que nos confunde quanto ao real significado das experiências vividas pela protagonista. André Mielnik também trata da solidão em <em>Sobe, Sofia</em>. Sofia é uma jovem que vive uma solidão compartilhada, até descobrir-se sozinha de verdade com a morte da sua avó. Os hábitos introspectivos da personagem e a palidez da fotografia dão a sutileza necessária ao filme. À primeira vista, a exceção parece ser <em>Minha tia, meu primo</em>, de Douglas Soares. Sateni, tia-avó do diretor e protagonista do curta, mostra-se alegre e extrovertida. Engraçada, a senhora fala sem pudor das poucas expectativas, além de preencher seu vazio emocional (ela é viúva e não tem filhos) com seu pássaro de estimação, tratado como filho.</p>
<p>Enfim, não se pode afirmar ao certo o que causa essa diferença de visões: o sexo por si só não pode ser, a exemplo de <em>3,33</em>, dirigido por uma mulher. Sem dúvida a sensibilidade masculina e feminina são divergentes. Os filmes de Clarissa Cardoso e de Lígia Gabarra são classificados – a contragosto de Lígia – como “fofos”. Talvez essa liberdade em ser “fofo” permitiu às diretoras a leveza de suas “comédias-românticas”. Para os diretores, talvez, o estereótipo da fragilidade e sensibilidade da mulher deixou-os mais à vontade para tratar a solidão. O fato é que as diferentes impressões dos diretores e diretoras quanto às “suas mulheres” proporcionaram uma sessão única para os espectadores.</p>
<p>Íris Jatene</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=100&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 12:54:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[INSANO JAZZ, de Hélio Coelho Infelizmente, não conheço o Espírito Santo. Do pouco que sei (dos livros de geografia do Brasil), consegui identificar no curta de Hélio Coelho, Insano Jazz, alusão às montanhas, ao sol do clima tropical de terras quentes do litoral, às praias e à atividade pesqueira do Estado limítrofe com o oceano. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=99&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INSANO JAZZ, de Hélio Coelho</strong></p>
<p>Infelizmente, não conheço o Espírito Santo. Do pouco que sei (dos livros de geografia do Brasil), consegui identificar no curta de Hélio Coelho, <em>Insano Jazz</em>, alusão às montanhas, ao sol do clima tropical de terras quentes do litoral, às praias e à atividade pesqueira do Estado limítrofe com o oceano. Sem dúvida, alguém mais afinado à cultura e à geografia capixaba poderá identificar mais elementos que representam o estado sudestino.</p>
<p>Contudo, para além de elementos capixabas, a animação se propõe a ilustrar sua trilha sonora. Uma experiência audiovisual elencada à sensorialidade, em que as imagens devem ter a “cara” do que se escuta. A imagem deve ser vista no som e o som deve ser ouvido na imagem, buscando oferecer os hiperestímulos exigidos pelo espectador pós-moderno. E é aí onde o curta se perde.</p>
<p>Interessante saber que “For Rabbit”, o <em>free jazz</em> usado, foi composto pelo músico Afonso Abreu, especialmente para animação. É fato que o ritmo é envolvente e os traços simples são, como promete o título do filme, frenéticos. Mesmo assim, são poucos os momentos em que a música e as imagens de fato dialogam entre si.</p>
<p>A inovação de Hélio Coelho está longe de ser a experiência “áudio+visual” – isto já vem sendo experimentado há tempos – mas sim a ousadia em tentar ser “áudio-visual-emocional” ao remeter-se a símbolos da identidade capixaba. Como leiga da cultura espírito-santense, não posso afirmar que o artista plástico não tenha tocado seus conterrâneos com imagens que os fazem lembrar o que são. Porém posso afirmar que, como espectadora, não pude ouvir o que as imagens me diziam. E nem ver o que o som me mostrava.</p>
<p>Íris Jatene</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/99/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=99&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 12:53:07 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Oficina de Crítica Cinematográfica 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[INVERNO, de Paulo Trejes Inverno conta a história de duas grandes amigas que, após um acidente de carro, se vêem presas, cada uma a sua maneira. Paula, que dirigia o carro, sofreu ferimentos leves. Já sua melhor amiga Ana Lúcia teve uma grave lesão na coluna e ficou tetraplégica. Ana Lúcia se viu presa a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=97&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INVERNO, de Paulo Trejes</strong></p>
<p><em>Inverno</em> conta a história de duas grandes amigas que, após um acidente de carro, se vêem presas, cada uma a sua maneira. Paula, que dirigia o carro, sofreu ferimentos leves. Já sua melhor amiga Ana Lúcia teve uma grave lesão na coluna e ficou tetraplégica. Ana Lúcia se viu presa a uma cadeira de rodas para o resto da vida e Paula se viu presa pela culpa de ter ocasionado o acidente.</p>
<p>Pela perspectiva da narrativa, percebe-se que o texto é livre, simples e direto. Em sua maioria, as imagens falam por si só, sem que seja necessário um dialogo ou narração propriamente ditos. Paula um ano após o acidente, não consegue lidar com a culpa. Isola-se em uma casa de praia, é vista sempre sozinha e algumas vezes evita a amiga. Este comportamento é mostrado quando as amigas conversam ao telefone. Ana Lúcia, ao contrário, quer sempre estar na companhia da amiga. Demonstra uma revolta por depender de todos para qualquer situação, mas nunca culpou Paula pelo acontecido.</p>
<p>O título do filme remete também à situação vivenciada pelas amigas. Além de ser evidenciada à estação do ano, pode-se traçar um paralelo à vida fria, triste e solitária de ambas as personagens após o acidente.</p>
<p>Em busca de uma solução para seus problemas, Ana Lúcia vê uma saída. Ela não deseja essa vida e em uma de suas falas afirma que não quer chegar nem à próxima segunda-feira neste estado. Paula não vê um motivo para que não tome a mesma atitude que a amiga.</p>
<p>A última cena de <em>Inverno</em> nos remete justamente à morte de Paula e Ana Lucia. Paula carrega à amiga nos braços, e entra no mar. A cadeira de rodas de Ana Lucia permaneceu na praia, sendo enterrada na areia pela água. A libertação aconteceu. As amigas entraram nas águas geladas do mar para não voltar mais.</p>
<p>Kamila Simões</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/97/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=97&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:48:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[SOBE, SOFIA , de André Mielnik (texto 2) Existem filmes que merecem serem vistos diversas vezes, visto que, pela sua imensidão de significados não se esgotam na primeira sessão, e nem na segunda, nem na terceira, nem na quarta&#8230; Sobe, Sofia é assim. Inesgotável. Instigante. Avassalador. O público, diante da solidão de Sofia, vê sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=93&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>SOBE, SOFIA , de André Mielnik (texto 2)</strong></p>
<p>Existem filmes que merecem serem vistos diversas vezes, visto que, pela sua imensidão de significados não se esgotam na primeira sessão, e nem na segunda, nem na terceira, nem na quarta&#8230;</p>
<p><em>Sobe, Sofia</em> é assim. Inesgotável. Instigante. Avassalador.</p>
<p>O público, diante da solidão de Sofia, vê sua vida muda de emoções. A jovem tem por costume subir ao terraço para se inspirar e fumar, já que o cheiro é malquisto pela avó, companhia diária. Não. Espere aí. Assisti de novo e percebi que avó não é sequer uma companhia, ela não existe enquanto presença na vida de Sofia, é apenas mais uma regra no cotidiano.</p>
<p>O convívio escolar da jovem é apresentado como forma de corroborar a realidade e a possibilidade da trama, que insere um outro elemento: um garoto que se muda para o prédio e freqüenta o terraço, desenvolvendo certa ternura ela protagonista.</p>
<p>André Mielnik realiza de forma inteligente o brilhante roteiro de Flora Diegues. Privilegiando os silêncios, amplia o vazio e desperta o desconforto no espectador, que é constantemente convidado a solidarizar-se com a condição da menina. Peraí. Sofia não é tão só, ao subir encontra a cidade, que numa boa atuação da fotografia de João Atala, torna-se público no palco que Sofia constrói. As luzes das avenidas corroboram a criação de um espaço de representação ao iluminar de vermelho (sangue e sensualidade) o rosto da jovem.</p>
<p>Ao retratar a morte da avó, Flora Diegues constrói o grande abalo sofrido por Sofia, que deixa de ter regras e, então, poderá seguir independente. O fato é que a menina sucumbe à vida sem regras que deverá desenvolver. Mielnik constrói uma personagem tão grande quanto o filme, uma personagem que merece ser vista e conhecida, para só assim, sabermos se o céu é o limite para Sofia. Sofia sobe sempre.</p>
<p>Mauro Morais</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/93/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=93&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:45:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[SOBE, SOFIA, de André Mielnik (texto 1) Não é novidade alguma que diálogos são importantes recursos para evidenciar a personalidade dos personagens de uma obra audiovisual. Também não é surpresa ter ciência do poder que a trilha sonora tem para aumentar a carga dramática de uma determinada cena. E, claro, não se pode esquecer que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=92&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>SOBE, SOFIA<em>,</em> de André Mielnik (texto 1)</strong></p>
<p>Não é novidade alguma que diálogos são importantes recursos para evidenciar a personalidade dos personagens de uma obra audiovisual. Também não é surpresa ter ciência do poder que a trilha sonora tem para aumentar a carga dramática de uma determinada cena. E, claro, não se pode esquecer que existe o risco do exagero ou mau uso dos meios sonoros: um diálogo mal escrito, artificialmente emocional ou meramente expositivo ou, ainda, uma trilha sonora irritante ou piegas ao reforçar um significado já bem explícito apenas pela imagem da cena.</p>
<p>Portanto, é admirável ver como o curta <em>Sobe, Sofia</em> consegue equilibrar tão bem o uso dos seus recursos visuais e sonoros. Consciente das acepções e sentidos que podem ser expressos pela imagem (que, afinal, é a base do Cinema), o filme é econômico e inteligente nas conversas dos personagens e nas músicas de fundo. E este é o tratamento indicado para apresentar o âmago da história: a solidão de sua protagonista.</p>
<p>A presença solitária de Sofia na tela não é expressa apenas pelo silêncio local ou por não haver outra pessoa dividindo a cena com ela. O próprio enquadramento da câmera evidencia o caráter introspectivo da moça. Quando aparece acompanhada de colegas na faculdade, a imagem fica distorcida. Em alguns momentos de grande intimidade, não se pode ver seu rosto. Na cena em que atravessa um momento doloroso, por exemplo, ela surge de costas para o espectador. Quando dança no quarto ao ouvir música ou quando parece estar acostumada à companhia de um vizinho, apenas seus pés aparecem. Ou ainda, após tentar se acalmar com um copo d’água, mais uma vez ela dá as costas para a câmera.</p>
<p>Contudo, mesmo quando o rosto de Sofia passa a ser o foco, ele passa longe de transmitir algum sentimento mais alegre, graças ao notável trabalho da atriz Julia Stockler. Desde o ligeiro sorriso diante das piadas de um rapaz até o rápido desabafo realizado num terraço à noite, ela sempre transmite uma sensação de deslocamento ou melancolia, coerente com o ritmo do filme. Há ainda a representação simbólica de alguns elementos: a televisão fora de sintonia, as visitas ao terraço, o cigarro fora de casa, os poemas escritos. E o último gesto de Sofia é ainda mais emblemático por fornecer uma interpretação ambígua de sua próxima ação. Tudo baseado essencialmente na representação das imagens (sem, claro, menosprezar a importância do som). Tudo para, em poucos minutos, contar uma bela história de solidão e do reconhecimento do valor de algumas companhias, ainda que tardio.</p>
<p>Igor Oliveira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=92&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>primeiroplanojf</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MINHA TIA, MEU PRIMO, de Douglas Soares (texto 3) Na versatilidade das handycam, o amadorismo referenciado pelo curta Minha Tia, Meu Primo é apresentado com tamanha representação sensorial, que acaba por transbordar os limites da lente. Um universo em que o diretor se insere no interior da trama e que, o imediatamente apresentado no plano [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=86&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MINHA TIA, MEU PRIMO, de Douglas Soares (texto 3)</strong></p>
<p>Na versatilidade das <em>handycam</em>, o amadorismo referenciado pelo curta <em>Minha Tia, Meu Primo</em> é apresentado com tamanha representação sensorial, que acaba por transbordar os limites da lente. Um universo em que o diretor se insere no interior da trama e que, o imediatamente apresentado no plano cômico, é questionado e refletido, involuntariamente, no que se poderia ser tido como a linearidade narrada. E nem se pretende omitir a presença dos bastidores. O diretor existe como personagem e se afirma na informalidade da fala. Há, aqui, uma constante inversão dos papéis: diretor é personagem, e se comporta como espectador de si mesmo. E ao falar da velha tia, nos insere, observadores presenciais; enquadra a obra numa informalidade familiar, na intimidade daquela moradora de Copacabana e de seu passarinho – tido como o “filho” – engaiolado na varanda do apartamento.</p>
<p>O vídeo não trabalha com um referencial anônimo. A “Tia” – como versadamente referenciada pelo autor – é apresentada na verdade como o núcleo da narrativa, sendo ela, a própria experimentação artística. É no objeto da personagem que a obra se consolida; da fala despreocupada e descontraída aos surtos de entusiasmo e melancolia repentinos.</p>
<p>Soares nos joga impressões que se dão claras e, num segundo momento, negam sua própria existência (ou sua justificativa). E todos os sinais naturalmente transmitidos pela Tia, são dotados de extremidades inconstantes. A mistura de sentimentos e do olhar longínquo a acompanham assim como a melancolia disfarçada; o que define na narrativa uma indefinição no “eu” da personagem. (E nessa melancolia, o autor nos parece se surpreender tanto quanto o espectador – afirmando-se pelo olhar distanciado tradicional do próprio espectador).</p>
<p>Em diversos momentos da narrativa, a personagem constantemente refere a si mesma na terceira pessoa, confirmando o navegável conflito que a cerca. Ela vive aprisionada e daí se sugere a necessidade do aprisionamento do pássaro, da dominação pela dominação. Os bingos, os cigarros, as viagens à Argentina e até mesmo a espontaneidade da velha senhora são na verdade elementos representantes de uma fuga – que o autor deixa no ar –, uma libertação provisória a que ela se propõe; e que sempre se encerram no ritual de um “trazer presentes e cristais”, numa relação de justificação pela generosa alimentação oferecida à pequena ave.</p>
<p>A obra demonstra desde o princípio sua rejeição total pelo tradicional, a começar pelo próprio estilo documental: o universo daquela senhora se sugere hora tão arquitetado, que parece doar, a ficção, um tanto de si à obra. A utilização de equipamentos amadores poderia ser interpretada, inicialmente, como proposta à reafirmação da informalidade característica da narrativa, mas em seu contexto, gera um constante desconforto espectatorial. As imagens são meramente registradas sem que se haja – novamente – preocupação com a técnica e, o que a princípio pareceria erguer uma narrativa, acaba por gerar uma desconstrução perceptiva.</p>
<p>Nessa captação informal a historia cairia no esquecimento se não pela presença contagiante da Tia-avó. A velha senhora, apresentada como tantas personalidades de si mesma, confere humor e dramaticidade à obra. Dramaticidade sim, conferida pelos tantos momentos que aparenta navegar num imenso vazio além da gaiola que representa o apartamento – o mesmo olhar associado à gaiola do pássaro. A solidão da senhora é na verdade a representação referencial (não intencional) do, agora, elemento pássaro.</p>
<p>José de Assis</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=86&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>primeiroplanojf</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PÉ NA ESTRADA COM FAROFEIROS, MINHA TIA E O MEU PRIMO (sobre os filmes de Teo Pasquini, Lorena Matheus e Douglas Soares) Aos escolher o destino de uma viagem quais são as prioridades? O que será decisório para esta escolha? O preço, o destino, a comodidade ou a diversão? Viajar consiste em transpor barreiras, atravessar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=85&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PÉ NA ESTRADA COM FAROFEIROS, MINHA TIA E O MEU PRIMO (sobre os filmes de Teo Pasquini, Lorena Matheus e Douglas Soares)</strong></p>
<p>Aos escolher o destino de uma viagem quais são as prioridades? O que será decisório para esta escolha? O preço, o destino, a comodidade ou a diversão? Viajar consiste em transpor barreiras, atravessar limites e passar o tempo. Seja dentro ou fora do país.</p>
<p>Se objetivo é reunir todos estes atributos dentro das fronteiras nacionais, as excursões populares podem ser a solução. O curta <em>Pé na Estrada</em> de Teo Pasquini e Lorena Matheus apresenta três organizadoras deste tipo de viagem. Três ricas personagens que revelam de forma bem-humorada todos os processos que envolvem uma excursão, desde a indicação dos passageiros até a satisfação de conhecer lugares diferentes.</p>
<p>A música “Farofa” de Silvio Brito acompanha os depoimentos. O refrão “Comprei um quilo de farinha, pra fazer farofa, pra fazer farofa, pra fazer farofa-fá!”, faz com que seja resgatada a figura daquele que faz uso deste tipo de serviço de “turismo”. O farofeiro segundo o dicionário é o indivíduo que mora longe da praia e que ao freqüentá-la, principalmente nos fins de semana, leva consigo uma sacola de comida, que contém, normalmente, frango com farofa.</p>
<p>As chefes de excursão não são identificadas com créditos e nem apresentadas por legendas ou voz em <em>off</em>. Seus depoimentos são intercalados e os detalhes de suas viagens são contados de forma a convencer o espectador a também a embarcar rumo a estes destinos. Uma das personagens destaca-se pelo senso de organização, indicando tabelas e listagens de passageiros acompanhadas de nome e identidade para evitar problemas com a fiscalização dentro dos ônibus.</p>
<p>Já as outras duas personagens convergem suas opiniões, quando demonstram a preferência pela cidade do Rio Janeiro. De forma bastante peculiar, popular e sem objeções elas contam os locais pelos quais elas gostam de passear pela capital fluminense. As praias são os lugares preferidos delas.</p>
<p>Mas para quem já está acostumado com as paisagens cariocas, mudar de ares e procurar outros lugares pode ser uma outra alternativa de passeio. Alternativa esta procurada por Sateni Vanasien, tia de Douglas Soares, diretor do filme <em>Minha tia, meu primo</em>. De malas prontas, passagens compradas e com a casa em ordem,  Sateni  estava pronta para partir para Argentina e se despedir de seu “filho”, um periquito, que deixa aos cuidados de seu sobrinho.</p>
<p>Segundo o diretor do filme, a idéia de produzir este documentário partiu de uma conversa que teve com a tia ao telefone, na qual ela contou que viajaria no dia seguinte e precisaria de alguém para cuidar do seu querido passarinho.</p>
<p>No filme, Sateni conta que vai viajar para jogar em cassinos argentinos e que não queria ficar mais esperando. Esperando o quê? O tempo correr, a velhice chegar? A personagem também diz que faz negócios com este tipo de passeio. Trazendo lembranças e cristais para vender.</p>
<p> Toda a preparação desta viagem faz com que esta mulher se exponha, revelando a sua personalidade, seus hábitos, seus conflitos, sua intimidade. Uma pessoa que se julga velha, sem idade para namorar e que parece estar à deriva esperando a vida passar.</p>
<p><em>Pé na Estrada</em> e <em>Minha tia, meu primo</em>, reúnem juntos quatro mulheres que de maneira muito verdadeira trazem à tona aquilo que preenche as suas vidas em determinados períodos. Pessoas que esperam a próxima partida e consequentemente, a despedida. Seja em um ônibus para Argentina ou em uma excursão abarrotada de farofeiros, a viagem traz a possibilidade de uma nova perspectiva de vida. Talvez este seja o critério para escolher o rumo para o qual seguir.</p>
<p>Júlia Fernandes</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/85/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=85&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:22:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[MINHA TIA, MEU PRIMO, de Douglas Soares (texto 2) Com uma câmera na mão, o diretor deixa fluir de forma leve e bem humorada, cenas de sua tia-avó, personagem comum na vida carioca. Uma mulher idosa, livre, senhora de si, deixa-o incumbido de cuidar de seu “filho”, um passarinho, enquanto viajar. Aparentemente não intencional, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=83&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MINHA TIA, MEU PRIMO, de Douglas Soares (texto 2)</strong></p>
<p>Com uma câmera na mão, o diretor deixa fluir de forma leve e bem humorada, cenas de sua tia-avó, personagem comum na vida carioca.</p>
<p>Uma mulher idosa, livre, senhora de si, deixa-o incumbido de cuidar de seu “filho”, um passarinho, enquanto viajar. Aparentemente não intencional, o curta nos mostra uma conversa entre diretor e sua tia, e ele conduz às cenas como quer, deixando que a personagem entre em ação.</p>
<p>De início estabelece-se uma dúvida sobre a composição do filme. Teria ele sido editado e, nessa edição, suprimidas várias falas de interferência do diretor na condução das cenas? Ou ele teria apenas ligado a câmera e deixado as cenas fluírem? Onde estão ficção e realidade?</p>
<p>A marca da personagem nos remete às matronas cariocas, de personalidade marcante, bem humorada e sozinha. Percebe-se nela uma figura estrangeira, bem ambientada ao cenário carioca. Fumante, sozinha, apega-se ao pássaro como um filho, suprindo assim sua carência de afeto.</p>
<p>Da viagem esperada, que ela aguarda o momento ansiosa, à preocupação de com quem deixar seu “filho”, o curta retrata com bom humor a saga da personagem e percebe-se claramente o grande apego pelo pássaro. Vem a dúvida: ela quer ficar com o pássaro&#8230; Ela quer viajar&#8230; Mas se viajar, com quem fica o pássaro e se ficar, não viaja&#8230; e por aí vai.</p>
<p>Algumas cenas como a crítica à Caixa Econômica Federal e à referente aos bingos brasileiros são objeto de risos e mesmo de reflexão sobre a problemática política que envolve a personagem.</p>
<p>Solidão é a marca do filme. A solidão do pássaro, a solidão da tia, a solidão do diretor. São solidões que se resolvem, se unem e se complementam. E as soluções surgem para todos a partir do momento em que um se propõe a ajudar o outro. Sateni, personagem do filme, sabe que a viagem será um grande suprimento dessa solidão. O pássaro sente que não ficará sozinho. E o diretor? Bem, esse vai continuar filmando solidões.</p>
<p>Vera Daian</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/primeiroplanojf.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/primeiroplanojf.wordpress.com/83/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=83&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:17:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[MINHA TIA, MEU PRIMO, de Douglas Soares (texto 1)  “&#8230;Depois eu falo o que você quiser&#8230; Minto!” É assim que Sateni, protagonista de Minha tia, meu primo, escancara toda sua lucidez em lidar com a câmera que invade sua intimidade. Pedindo diversas vezes para que o sobrinho-neto encerre as gravações, em momento algum ela parece desconfortável. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=82&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MINHA TIA, MEU</strong> <strong>PRIMO, de Douglas Soares (texto 1)</strong></p>
<p> “&#8230;Depois eu falo o que você quiser&#8230; Minto!” É assim que Sateni, protagonista de <em>Minha tia, meu primo</em>, escancara toda sua lucidez em lidar com a câmera que invade sua intimidade. Pedindo diversas vezes para que o sobrinho-neto encerre as gravações, em momento algum ela parece desconfortável. Pelo contrário, parece mesmo conduzir o filme a sua maneira. Diante do equipamento, a encantadora senhora cativa o público com seu bom humor até mesmo para falar de assuntos mais pesados, como ao declarar o que aconteceria se morresse. “Só mais uma morte na família”.</p>
<p>Sateni tem um comportamento destoante da maioria das idosas que conhecemos. Aparentemente despreocupada com o futuro, mesmo ciente de sua condição efêmera, prefere gastar seu dinheiro com viagens para a Argentina, em busca de cassinos e cristais para presentear – ou vender, se acaso ficar “dura”. Fuma e mostra-se sem pudor trajando apenas um maiô. Pudor também não tem ao falar dos bingos. “Tô rezando para que fechem tudo”.</p>
<p>Sua única paixão parece ser o passarinho que mantém na varanda de seu apartamento. A ave, tratada como filho, ilustra a solidão de Sateni. Ela dá ao pequeno animal a atenção e os mimos que necessita dar a alguém, embora faça muita sujeira e seja descrito como “viadinho”. Xingar quem ela gosta, aliás, parece ser normal. Seu amigo, Pedro, é chamado de chato e nojento, mesmo ela sendo grata pela carona que receberá até a rodoviária.</p>
<p>Desta forma, mesmo sem saber exatamente o que tornaria sua tia-avó a personagem ideal para seu curta, Douglas Soares, em poucos minutos, mostra ao espectador o porquê. A técnica, que a princípio parece falha – uma câmera caseira, sem pré-produção nem trabalho de sonorização, com a necessidade de legendas – revela-se uma forte aliada do diretor. A simplicidade técnica, pensada para não constranger Sateni, deu ao curta o ar despojado que a personagem pede. Aliás, Sateni não pede, manda. Ela dirige o diretor. “Eu já falei isso, não quero ser repetitiva”. Conduzindo-o, assim, ao seu mundo imaginário ou não. Não importa. A simpatia do público já foi conquistada.</p>
<p>Íris Jatene</p>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>primeiroplanojf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oficina de Crítica Cinematográfica 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[ANA BEATRIZ, de Clarissa  Cardoso Entrar na narrativa deste curta nos possibilita a visão de um trabalho feito com uma coerente boa riqueza de detalhes. Com um texto simples e direto, Ana Beatriz traça um paralelo entre a vida de dois jovens que não se conhecem, fazendo uma troca bem elaborada entre o cotidiano de Paulo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=primeiroplanojf.wordpress.com&amp;blog=8247965&amp;post=80&amp;subd=primeiroplanojf&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ANA BEATRIZ, de Clarissa </strong><strong> Cardoso</strong></p>
<p>Entrar na narrativa deste curta nos possibilita a visão de um trabalho feito com uma coerente boa riqueza de detalhes. Com um texto simples e direto, <em>Ana Beatriz</em> traça um paralelo entre a vida de dois jovens que não se conhecem, fazendo uma troca bem elaborada entre o cotidiano de Paulo, nas imagens do mesmo cotidiano de Ana Beatriz.</p>
<p>Numa mescla de sequências de imagens fotográficas e filmagens com uma câmera digital, o curta aproveita bem o texto e a possibilidade da edição acelerada de fotos para compor a história de Paulo e Ana.</p>
<p>Cenas do dia a dia como colocar uma roupa, calçar e amarrar um tênis, escovar os dentes ou pentear os cabelos são mostradas numa sequência dinâmica interessante, cortando um pouco do cansaço da mesma cena caso fosse filmada.</p>
<p>O encontro de duas pessoas, aparentemente feitas uma para a outra, através do dinamismo das cenas, nos deixa ligado e, de certa forma aguardando o desfecho.</p>
<p>O uso de fotos nos remete a certo saudosismo de quando ainda eram reveladas no papel. A união da estática e do movimento cria um clima na dose certa para incitar a imaginação. Espectador e narrador vivem a cumplicidade e o desejo desse encontro inusitado e possível.  </p>
<p>O curta traz uma simplicidade artística interessante, conduzindo o espectador pelas cenas. Leve, direto e descompromissado, <em>Ana Beatriz</em> traduz o comportamento de dois jovens e seu encontro “previsto”. Cenas onde Ana passa perto de Paulo sem que este a veja, nos remete aos desencontros da vida. O olhar em volta e não enxergar o que a vida nos reserva faz parte do cotidiano de muitas pessoas.</p>
<p>Vera Daian</p>
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